Testemunhas
relatam que policiais atiraram durante festa no Bairro Ellery. Um PM
está preso, mas polícia não confirma se ele é autor dos disparos.
Uma
pessoa morreu e quatro ficaram feridas na madrugada deste domingo (27), no
Bairro Elllery, em Fortaleza. De acordo com testemunhas que preferem não se
identificar, moradores do bairro participavam das festas de pré-carnaval do
Bairro Ellery, quando policiais do Comando de Policiamento Ronda do Quarteirão
chegaram ao local e pediram para baixar o volume de "paredões de
som". Um policial suspeito de ter disparado os tiros está preso, de acordo
com o comando da PM.
Os
proprietários dos veículos com aparelhos de som se recusaram a reduzir o
volume, de acordo com testemunhas. O uso de som automotivo é proibido nas
festas de pré-carnaval de Fortaleza. Houve confusão e algumas pessoas que
estavam no local jogaram pedras contra os policiais e o veículo da PM.
Ainda de
acordo com testemunhas, os policiais militares dispararam vários tiros, mas não
há confirmação se os tiros que feriram e mataram as pessoas foram feitos pelos
policiais. O comandante do policiamento do Ronda do Quarteirão, Paulo Sérgio,
afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto. O tenente-coronel da
Polícia Militar no Ceará Fernando Albano, relações públicas da
corporação, não atende aos telefones para falar sobre o assunto.
Familiares
da vítima afirmam que as pessoas baleadas foram levadas pelos policiais ao
hospital. "Os tiros foram por volta da meia-noite, e fiquei sabendo da
morte da minha cunhada ainda na madrugada. As pessoas que foram baleadas não
tinham nada a ver com a confusão dos paredões de som. Ela [a vítima] estava
ajudando a mãe a desmontar uma barraca", conta uma testemunha, que prefere
não se identificar.
A vítimas
foi identificada como Ingrid Maiara Oliveira Lima, de 18 anos. Um dos tiros
atingiu a nuca e outra, as costas da garota. Um adolescente identificado apenas
como Ígor Andrade, de 16 anos, ficou ferido com um tiro na cabeça. Ele foi
levado ao hospital Instituto Doutor José Frota.
A mãe de
Ígor, Rileine Silva de Andrade, relata como ficou sabendo da tragédia:
"Quando ouvi o barulho e disse 'é tiro'. Vamos buscar o Ígor. Quando
chegando à esquina minha mãe vem aí diz 'o Ígor levou um tiro'. Mas eu pensei
que era no braço, mas não foi no braço, foi na cabeça. Aí eu entrei em
desespero", conta a mãe.
Fonte: G1 CE
Postado em: 27/01/2013 às 14:59







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