Elissandro
Spohr prestou depoimento à polícia ainda em Cruz Alta. Outros três
envolvidos no incêndio estão detido em Santa Maria.
O empresário
Elissandro Spohr, sócio da boate Kiss, recebeu alta hospitalar no final da
tarde desta terça-feira (5) em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. O investigado
estava sob custódia da Brigada Militar desde a semana do incêndio que matou 238
pessoas na casa norturna em Santa Maria. Kiko, como é conhecido, prestou
depoimento à polícia em Cruz Alta e, logo depois, foi levado para a
Penitenciária Regional de Santa Maria. Ele chegou à casa prisional por volta
das 21h30.
Após deixar
o hospital, Kiko seguiu para a delegacia. Inicialmente, os policiais informaram
para a imprensa que o sócio da boate seria encaminhado para a Penitenciária
Modulada de Ijuí. Porém, após prestar depoimento, Elissandro teve como destino
o presídio de Santa Maria. Para preservar a integridade física do cliente, a
defesa de Kiko solicitou à Justiça que ele não fosse levado o presídio
localizado no município onde ocorreu a tragédia.
Kiko teve a
prisão preventiva decretada por ser investigado devido ao incêndio durante a
festa na casa noturna. Hospitalizado em Cruz Alta, ele se recuperava de
complicações no pulmão, por ter inalado a fumaça gerada pelo fogo que atingiu a
boate.
O outro
sócio da boate, Mauro Hoffmann, o produtor da banda Gurizada Fandangueira,
Luciano Augusto Bonilha Leão, e o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos também
estão detidos no Presídio Regional de Santa Maria.
Entenda
O incêndio
na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 238
mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a
apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos
pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e
das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O
vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum
a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda
comprou um sinalizador proibido.
- O extintor
de incêndio não funcionou.
- Havia mais
público do que a capacidade.
- A boate
tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará
fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de
180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das
vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
-
Equipamentos de gravação estavam no conserto.
Fonte: G1 RS
Postado em: 05/02/2013







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