Hoje a compra de voto ainda é uma realidade nas eleições
brasileiras. A observação mascarada confirma que as eleições são
caracterizadas por uma intensa negociação de bens materiais, favores
administrativos, e promessa de cargos. Sendo uma prática antiga, ela ocorre dentro de determinados
padrões recorrentes pode ser organizada por integrantes da própria máquina de
campanha do candidato (distribuição de cestas e bens pelo candidato), por cabos
eleitorais. A compra de votos uma aproximação suja independente que, com
recursos próprios ou de terceiros, conseguem comprar votos para um candidato.
Obviamente, a prática da compra de votos se depara com a
questão prática de garantir que o eleitor cumpra a contrapartida e vote no
candidato indicado. No contexto do voto secreto há basicamente dois tipos de
soluções: uma mais técnica e outra mais social. No primeiro caso, o candidato
ou seu representante procuram acessar de várias formas a informação sobre o
comportamento eleitoral, detectando assim os traidores. Com a modernização do
processo de votação, as possibilidades para soluções técnicas tornaram-se mais
estreitas. Outra forma de resolver a incerteza quanto ao comportamento do
eleitor é pela construção de uma relação de confiança, ou de um compromisso
moral, compensando desta forma a falta de mecanismos de sanção. Como em outros arranjos
corruptos, as redes de clientelismo permanentes, baseadas em relações pessoais
a longo prazo (como as do intermediário profissional) revelam-se mais
eficientes contra possíveis traições comparadas a arranjos corruptos baseados
em uma relação de troca a curto prazo. Assim, os cabos eleitorais geralmente estão convencidos da
superioridade do seu trabalho, em termos de eficácia, sobre as investidas
meramente monetárias e pré-eleitorais Todos organizadores da campanha
eleitoral.
A compra de votos (captação ilícita de sufrágios) é fato
reprovável, devendo ser combatida com vistas ao aperfeiçoamento do processo de
escolha dos representantes políticos, e, via de conseqüência, ao fortalecimento
da democracia. A primeira evidência, era a ilícita "boca-de-urna",
geralmente usada como disfarce para a compra de votos. Não se quer discutir
aqui, de forma alguma, o mérito da causa, pois candidato que compra voto não é
merecedor de mandato algum. Diante da realidade dos processos eleitorais, é preciso
considerar que além de cinzelar leis para punir os candidatos que trilham a
senda da corrupção, é inafastável a necessidade de também fazê-lo em relação
aos eleitores, pois muitos deles não simplesmente vendem o voto, mas o fazem de
forma deliberada e repetida. Há os que vendem o mesmo voto para diversos
candidatos ao mesmo cargo. É nessa linha que muito vale a ação das diversas
instituições, focando candidatos e eleitores, exercendo o vigilante papel de
pugnar pela realização de pleitos limpos, onde prevaleça a livre consciência do
eleitor, sem qualquer tipo de influência ilícita.
Qualquer cidadão brasileiro, qualificando-se, mencionando o
número do seu título de eleitor, poderá proceder à representação da conduta do
candidato ao Promotor Eleitoral da respectiva zona. O Promotor compete
representar o infrator junto à Justiça Eleitoral, mais precisamente ao Juiz
Eleitoral. Assim que tomar conhecimento das reclamações que lhe forem feitas
verbalmente ou por escrito, o Juiz deve reduzi-las a termo e determinar as
providências que cada caso exigir. Se quisermos, podemos mudar o curso da história que vem
sendo escrita no período que antecede as eleições no Brasil, suas conseqüências
se estendem além dos quatro anos dos mandatos dos que os conquistam
desonestamente.Que decidamos extirpar do cenário político os que galgam
tais mandatos, valendo-se da carência dos milhares de eleitores sem condição de
bem discernir, até pela fome, mediante compra do seu voto que ninguém venda seu
voto, que ninguém se cale a vista do uso da máquina administrativa e não só
denuncie, mas acompanhe a efetiva punição do transgressor. Estaremos encurtando o tempo que nos separa da aurora de um
dia com menos exclusão, com menos excluídos.
Nota do Blog
Quem vende o voto perde o direito de exigir dos políticos as melhorias de sua cidade, já que os mesmos irão alegar que comprou o seu voto e que não tem direito de reclamar. NÃO PERCA ESSE DIREITO.
Nota do Blog
Quem vende o voto perde o direito de exigir dos políticos as melhorias de sua cidade, já que os mesmos irão alegar que comprou o seu voto e que não tem direito de reclamar. NÃO PERCA ESSE DIREITO.
Fonte: Ueder Alves
Site: www.artigos.com
Imagem: www.baraunaemdestaque.blogspot.com.br








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